Quinta-feira, Agosto 02, 2007
Precisando de um novo template.
Publicado por Liza em 06:45
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Quarta-feira, Abril 11, 2007
Sou Eu
Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo,
Espécie de acessório ou sobressalente próprio,
Arredores irregulares da minha emoção sincera,
Sou eu aqui em mim, sou eu.
Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou.
Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma.
Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente,
Como de um sonho formado sobre realidades mistas,
De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico,
Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima.
E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua,
Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda,
De haver melhor em mim do que eu.
Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa,
Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores,
De haver falhado tudo como tropeçar no capacho,
De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas,
De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida.
Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica,
Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar,
De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo ¿
A impressão de pão com manteiga e brinquedos
De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina,
De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela,
Num ver chover com som lá fora
E não as lágrimas mortas de custar a engolir.
Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado
O emissário sem carta nem credenciais,
O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro,
A quem tinem as campainhas da cabeça
Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima.
Sou eu mesmo, a charada sincopada
Que ninguém da roda decifra nos serões de província.
Sou eu mesmo, que remédio! ...
(Álvaro de Campos)
Publicado por Liza em 16:26
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Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
ODEIO A DISTÂNCIA!
Odeio a palavra "odiar" e as suas derivações. Mas tenho que admitir: odeio a distância!
Ela incomoda e ela é um fato. Existe e só atrapalha. Só preocupa. Só faz doer.
Estar longe do perigo pode ser bom. Mas estar longe de quem se gosta, aí sim é terrível.
A distância só faz com que a vontade de estar perto seja sempre enorme. Faz com que o coração aperte qd te ligam dizendo que foi pra algum lugar legal e ouve o famoso "só faltou você para a noite ser completa". Faz com que você deixe de confortar esse alguém que vc tanto gosta qd mais se precisa. Vc perde de estar perto pra dar aquele abraço de explosão de felicidade. Vc não pode telefonar a hora que quiser e se encontrar em meia hora pra assistir a um filme qualquer. Não convidar pra vir na sua casa para jogar conversa fora.
A distância nos faz estar sempre com VONTADE. Sempre criando EXPECTATIVA. Sempre com SAUDADE.
.... é sempre sempre sempre ter algo faltando. É ter sempre uma brecha. Um vazio.
Porra, a distância é foda! :/
Publicado por Liza em 19:50
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Terça-feira, Janeiro 09, 2007
"E toda mulher precisa de um marido.Mesmo que ele faça calar a canção que existe dentro dela." - Khaled Hosseini
Estou lendo "O caçador de pipas", deste autor que escreveu essa frase explicando como é que acontece no Afeganistão. Reli esse trecho várias vezes e fiquei horas refletindo.
Será que toda mulher precisa de um marido?
Sempre tive a sensação que não me casaria. Ou, se casasse, me separaria em pouco tempo e eu seria mãe solteira. Diferente das minhas amigas, acho que nunca tive o sonho de entrar na igreja de véu e grinalda, com toda aquela pompa. Nunca. Nunca me imaginei
precisando de um marido. Vivendo com alguém? Sim, claro. Tendo filhos? Sim, claro. Dividindo minha vida? Sim, claro. Mas precisando não. Não mesmo.
Então... esse livro é ótimo! Tô adorando... devorando... Ele é de uma sensibilidade incrível. Várias vezes as lágrimas me vêm aos olhos. Quando me falaram deste livro, achei que fosse de auto-ajuda, sei lá. Mas ouvi tanta propaganda dele que resolvi ler. Ganhei ele também de amigo secreto no natal. Tudo conspirou.
Recomendo!
Publicado por Liza em 22:36
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Terça-feira, Dezembro 05, 2006
Dia de Iansã!
Na verdade, na verdade, o dia é de Santa Bárbara, que no sincretismo, é Iansã. Mas, como se comemora no mesmo dia, prefiro chamar de Dia de Iansã. Tenho mais afinidade com os Orixás do que com os santos católicos... com todo respeito, lógico.
Então... há séculos não vestia minha blusa vermelha de Iansã. Ficou folgada com meu emagrecimento (bem providencial, diga-se de passagem). E hoje, super sem querer, procurando o que vestir após o banho pra voltar aos estudos, avistei essa blusa na gaveta e resolvi usá-la... assim, sem quê nem pra quê. Tempos depois, conversando com Leiloca e Dan, a ficha caiu que hoje era o dia Dela e eu "acidentalmente" peguei a blusa para homenageá-la.
Depois dessa vou até acender uma vela!
PS.: Escrevi antes de meia noite, mas acho que entra de acordo com o horário de verão. O dia certo é 04 de dezembro!
Publicado por Liza em 00:03
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Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Temporada das flores
Que saudade agora me aguardem,
Chegaram as tardes de sol a pino,
Pelas ruas, flores e amigos,
Me encontram vestindo meu melhor sorriso,
Eu passei um tempo andando no escuro,
Procurando não achar as respostas,
Eu era a causa e a saída de tudo,
E eu cavei como um túnel meu caminho de volta.
Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores.
Eu te trago um milhão de presentes,
Que eu achava que já tinha perdido,
Mas estavam na mesma gaveta,
Que o calor das pessoas e o amor pela vida...
Me espera estou chegando com fome,
Preparando o campo e a alma pra as flores,
E quando ouvir alguém falar no meu nome,
Eu te juro que pode acreditar nos rumores.
Me espera amor que estou chegando,
Depois do inverno a vida em cores,
Me espera amor nossa temporada das flores.
Leoni
É isso que espero... a temporada das flores! Na verdade, começo hoje, definitivamente, a viver a minha temporada das flores depois desse inverno... quase longo.
Cansei. Cansei dessa oscilação. Quem tem estrutura pra agüentar isso?
Hoje, apesar da minha total impaciência para os assuntos da minha faculdade, estou tranqüila. Almocei em casa (milagre!) um peixinho delicioso que Lia preparou. Dormi à tarde. Conversei um bocado. Pensei um tanto tb. Enchi minha cachorra linda de dengo que tá toda molinha por causa da vacina. Planejei minhas férias, a qual anseio vigorosamente. Não planejei viagens nem nada... planejei o tempo bom... coisas simples.
Este ano, digo envergonhada, que só li um livro o ano inteiro. Agora tenho um em minha cabeceira, que leio um curto capítulo por noite. Nestas férias LEREI... coisas que gosto! Este ano eu basicamente só li livro técnico. Isso é péssimo. Péssimo.
Cada vez que o fim do semestre na faculdade se aproxima, mais sem saco eu fico. Com mais agonia dela eu fico. Basicamente só tenho ido às aulas que já estou pendurada em faltas. E corro de volta pra casa. Um erro... mas tô vivendo isso... que espero que passe. Semestre que vem aliviarei minha barra e pegarei menos matéria. Estou decidida. Minha vontade mesmo era trancar, mas não farei isso não, já que estou louca pra me formar.
Aproveito este espaço para agradecer imensamente às pessoas que seguraram essa barra neste período. Vi o quanto sofreram comigo. Decidi também que não quero que ninguém sofra mais por isso. Mas sei que são pessoas que gostam de mim de verdade, independente da fase. Inclusive, as amigas que estão longe, que eu bem sei a angústia de não poder estar aqui pra me acudir. Mas senti as vibrações positivas sim e o desejo real que eu voltasse a ser o que sempre fui. Ou que eu voltasse a ser uma pessoa melhor, depois de tudo.
"...Deixe que o tempo cure, deixe que a alma tenha a mesma idade que a idade do céu".
Publicado por Liza em 17:36
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Sexta-feira, Novembro 10, 2006
Liza South Park
Tô em dúvida qual parece mais comigo...
Julie protestou meu cabelo escuro... mas se atualmente ele tá escuro? O que posso fazer?
Então fiz um parecido com o que estou... e outro parecido com o que sou... Ou às vezes as duas coisas juntas.
Publicado por Liza em 13:21
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Quarta-feira, Setembro 27, 2006
No meu tempo...
Risos
... Só rindo mesmo...
Passei minha vida toda escutando: Você faz isso??? No meu tempo não era assim... E eu achava um saco ouvir aquilo! Minha vontade era de responder ao povo: Claro, porra,
o tempo É OUTRO.
Mas acho que naquela época eu não tinha muita noção do que era tempo. Tempo era hora. Era manhã. Tarde. Era dia seguinte. Era a espera para o fim de semana. Era, no máximo, a expectativa para as próximas férias. Mas sentir o peso real do tempo não. O "peso" não é no sentido de fardo. O "peso" é como uma certeza de que ele "o tempo" existe de fato. E a gente SENTE o tempo. Alguns como peso, outros não. Acho que também isso vai depender sobre qual tempo está sendo sentido. Ou da dimensão que você dá a ele. Sei lá...
E hoje, cá estou, a pensar sobre o tempo. Não como saudosismo. Hoje sinto seu "peso" e percebo bem isso quando converso com meus primos mais novos, especialmente os pré-adolescentes e os adolescentes. E, principalmente, quando converso com minha irmãzinha. Percebam: minha irmãzINHA. Aquele trocinho loiro, lindo, carismático e cheio de personalidade que vi nascer e que hoje já é uma adolescente de quase 14 anos. Mas quando ela deixará de ser minha "inha"? Nunca. E ela continua tudo aquilo que era quando nasceu... só que um pouco mais crescidinha. Dividimos nossas vidas, batemos altos papos, contamos altos bafafás uma pra outra, vivemos morta de saudade por conta da maldita distância física. Nessas conversas, não tem como não soltar aquela velha frase que odiava ouvir na infância. Acredito que eu demonstre isso de uma forma mais sutil e também sem achar um grande absurdo os dias de hoje ou o "meu tempo" mais especial. Em alguns aspectos, devo admitir que acho melhor. E troco o termo "no meu tempo" para "na minha época"... e conto como era mesmo. E rimos horrores com essas diferenças. E, graças a ela, essas diferenças não me causam mais tanto espanto. E nem acabo me comportando como os tios da minha infância. Pelo menos eu acho...
Me corrijam se eu tiver mentindo!
Publicado por Liza em 19:08
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Terça-feira, Setembro 12, 2006
Separação de bens
VOCÊ FICA COM A RAZÃO.
Eu fico com os dias ensandecidos
Com o vento nos seus cabelos
Com o canto final do sol
No dourado da sua pele.
VOCÊ FICA COM A VERDADE.
Eu fico com os raios da lua
Com os sussurros sem nexo
Os beijos loucos, dementes
Com a obsessão dos corpos.
VOCÊ FICA COM O DIREITO.
Eu fico com as horas de gozo
Com o ruído das folhas das árvores
Com seus dedos tecendo anseios
Na brancura do meu corpo.
VOCÊ FICA COM O QUE É CERTO.
Eu fico com a incerteza
Com a beleza do instante sem continuidade
Com o momento perdido entre as horas
Com a eternidade perdida no momento.
Você fica, meu amor.
EU SIGO.
Dalva Agne Lynch (Poema premiado com medalha de prata em concurso na Inglaterra)
Tia Ana me enviou esse poema... lindo... lindo de morrer...
Depois escrevo algo... algo (quase) meu.
Publicado por Liza em 18:03
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Quarta-feira, Agosto 23, 2006
Viver não dói
A cada dia que vivo, mais me convenço de que
o desperdício da vida está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca
e que, esquivando-nos do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
(Carlos Drummond de Andrade)
Primucha... saudade de você!! Saudade do excesso de programas, dos nossos papos, das nossas risadas, das nossas lembranças... saudade da sua companhia, da sua energia sempre boa, da sua meiguice, das suas palavras sempre muito bem vindas, dos meus priminhos lindos... enfim, do que vem de você... e especialmente DE VOCÊ... Te amo!
Publicado por Liza em 22:01
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